26 de abril de 2015
Texto Áureo
“Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel.” Êx 7.2.
Verdade Aplicada
O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.
Objetivos da Lição
Compreender o lado profético de Moisés no cumprimento de sua função libertadora dos filhos de Israel;
Ver como Deus trouxe Seu juízo ao Egito através de Seus embaixadores Moisés e Arão;
Estudar como Israel saiu do Egito por meio da voz profética de Moisés.
Glossário
Superstar: Alguém extremamente famoso;
Pragmatismo: Uma filosofia baseada em conceito humano;
Opulência: Excesso de riqueza.
Textos de referência
Êx 5.1-4
1 Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
2 Respondeu Faraó: Quem é o SENHOR, para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel.
3 E eles prosseguiram: O Deus dos hebreus nos encontrou; deixa-nos ir, pois, caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, e não venha ele sobre nós com pestilência ou com espada.
4 Então lhes disse o rei do Egito: Por que, Moisés e Arão, por que interrompeis o povo no seu trabalho? Ide às vossas tarefas.
Leituras complementares
Segunda Êx 29.44
Terça Dt 34.10
Quarta Mt 10.41
Quinta At 3.22
Sexta 1Co 7.18
Sábado 1Pe 5.3
Esboço da lição
Introdução
1. Moisés, profeta de Deus ao Egito.
2. Palavras de juízo sobre o Egito.
3. Israel liberto do Egito.
Conclusão
Introdução
Deus vocacionou a Moisés como profeta para aquela geração explorada por Faraó e o Egito. Estudaremos então o seu retorno desde quando, juntamente com Arão se encontra com os líderes de Israel até, finalmente, todos os hebreus saírem do Egito (Êx 4.29). Entretanto, trabalharemos mais o aspecto de sua missão profético-libertadora.
INTRODUÇÃO
À partir desta lição inicia, de fato, a terceira etapa da vida e jornada de Moisés. Quando tinha 40 anos de idade e com todo vigor físico e um ardente desejo de ajudar os seus compatriotas, tentou, mas não conseguiu fazer nada por eles, pois não estava ainda preparado o suficiente para assumir a missão (At 7.23-29). Agora, com oitenta anos, sem todo aquele vigor de outrora, mas com um longo e árduo período de 40 anos de aprendizado, Deus, finalmente, o chama no meio de uma sarça ardente e o encarrega de uma missão profética (At 7.30-34). Moisés é recordado nas Escrituras como o profeta que Deus suscitou para libertar Israel da escravidão do Egito (Os 12.13).
1. Moisés, profeta de Deus ao Egito.
Moisés era um homem comum como qualquer um de nós, porém, era também antes de tudo a voz profética, a expressão da fala de Deus. Ele não retornou ao Egito como uma figura “superstar” que revolucionaria a vida política no Egito, ele voltou como um embaixador do Reino e deveria ser ouvido.
1. MOISÉS, PROFETA DE DEUS AO EGITO
O Senhor, depois de chamá-lo, manda descer ao Egito, com voz profética e dizer a Faraó que Jeová, o Deus Todo Poderoso, lhes dava ordens para liberar o povo de Israel da escravidão.
No Novo Testamento temos dois tipos de profeta: o que exerce o ministério, isto é, o ofício de profeta (E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Efésios 4:11); e o que é usado com o dom de profecia (E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. -1 Coríntios 14:29-33).
O dom de profecia está à disposição de todos os servos de Deus (Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados. 1 Coríntios 14:31); trata-se de uma capacitação sobrenatural do Espírito. O pregador chamado por Deus (Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios na fé e na verdade.1 Timóteo 2:7), ao expor a Palavra, é usado pelo Senhor para falar da parte dEle (1 Co 11.23).
1.1. Os anciãos de Israel.
O primeiro ato profético de Moisés não diz respeito ao Egito, mas aos hebreus por serem os herdeiros da promessa dada a Abraão, Isaque e Jacó. A partir daí, Moisés e Arão reúnem todos os líderes e demais filhos de Israel para transmitir-lhes a palavra profética que receberam, bem como atuar nos sinais que o Senhor Deus lhe enviou a realizar (Êx 4.30). Como palavra profética, não estamos falando em predição, pois nem toda palavra profética e preditiva. Por palavra profética nos referimos a “todas as palavras do Senhor” que Moisés e Arão receberam e transmitiram, juntamente com os sinais que fizeram e os filhos de Israel creram e adoraram a Deus. Eles ouviram, verificaram a procedência das palavras, viram os sinais e assim creram e adoraram ao Senhor (Êx 4.31).
1.1. Os anciões de Israel
Depois de comunicar a Jetro, seu sogro, sua intenção de voltar para o Egito, Moisés tomou sua mulher e seus filhos, segura com firmeza o cajado em suas mãos e sobre um jumento busca o caminho do Egito.
Interessante aqui, é que Moisés não revelou ao seu sogro Jetro o real motivo pelo qual estava voltando para o Egito. Ele apenas disse: “Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem” (Êx 4.18).
O líder chamado por Deus sabe o momento adequado de revelar seus projetos. Parece que agora ele aprendera o tempo certo de Deus. Entretanto, ele não poderia partir sem o consentimento de sua família. Moisés não saiu sem a bênção dos seus parentes. Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação de sua família.
Chegando ao Egito Moisés não foi procurar de imediato a Faraó. Os primeiros passos de Moisés e de Arão, ao retornarem para o Egito, foram transmitir aos líderes e anciões de Israel as “Boas Novas” (Êx 3.16-17) e a “Palavra Profética” que Deus revelara para serem pronunciadas contra o Egito (Êx 3.18).
Interessante aqui, é que Moisés não revelou ao seu sogro Jetro o real motivo pelo qual estava voltando para o Egito. Ele apenas disse: “Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem” (Êx 4.18).
O líder chamado por Deus sabe o momento adequado de revelar seus projetos. Parece que agora ele aprendera o tempo certo de Deus. Entretanto, ele não poderia partir sem o consentimento de sua família. Moisés não saiu sem a bênção dos seus parentes. Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação de sua família.
Chegando ao Egito Moisés não foi procurar de imediato a Faraó. Os primeiros passos de Moisés e de Arão, ao retornarem para o Egito, foram transmitir aos líderes e anciões de Israel as “Boas Novas” (Êx 3.16-17) e a “Palavra Profética” que Deus revelara para serem pronunciadas contra o Egito (Êx 3.18).
Não era fácil a missão de chegar diante do senhor da maior potência daquela época e de pronto, ameaçar seu primogênito, o herdeiro da futura dinastia. É por esse prisma que a missão profética funciona. Ao ouvi-la da parte de Deus, devemos não somente estar prontos para dizê-la, mas também prontos para sofrer as consequências de liberá-la.
1.2. Assim diz o Senhor.
Moisés recebeu instruções claras e diretas de Deus de como ele deveria se apresentar e falar a Faraó. O Senhor disse a Moisés como deveria agir e falar profeticamente (Êx 4.22, 23a). O profeta é um agente enviado por Deus que não deve ter medo de autoridade humana, nem tampouco seu exercício está procurando facilidades, antes sim, deve estabelecer a vontade de Deus contra as injustiças quando for necessário. A missão de Moisés não era fácil e seu temor diante da sarça explica muito bem o que Deus lhe mandou dizer a Faraó (Êx 11.4, 5).
1.2. Assim diz o Senhor
Depois de comunicar a vontade de Deus às autoridades e anciões de Israel, Moisés e seu irmão Arão, agora se apresentam a Faraó para pronunciar-lhes os propósitos de Deus. O altíssimo, ao mandar Moisés dizer: “Assim diz o Senhor...”
Era o Senhor de todas as coisas quem estava dando as ordens a Faraó, através de Moisés. Deus outrora já havia declarado a Moisés que se Faraó não observasse a palavra profética, nem ele e nem aquela nação, poderia escapar dos Seus propósitos de castigá-los.
De fato, se torna impossível alguém escapar das mãos de Deus, quando não se cumpre o que Ele determina.
Era o Senhor de todas as coisas quem estava dando as ordens a Faraó, através de Moisés. Deus outrora já havia declarado a Moisés que se Faraó não observasse a palavra profética, nem ele e nem aquela nação, poderia escapar dos Seus propósitos de castigá-los.
De fato, se torna impossível alguém escapar das mãos de Deus, quando não se cumpre o que Ele determina.
1.3. A resistência de Faraó.
Moisés sabia muito bem que Faraó seria endurecido (Êx 4.21), pois isso era parte do plano divino para libertar os filhos de Israel da servidão. Moisés deveria sentenciá-lo com um aviso, antes que o juízo do Senhor fosse descarregado sobre o Egito. Deus poderia resolver o caso na primeira investida de Moisés. Todavia, o projeto, elaborado há quatrocentos anos, teria um desfecho marcante que, durante toda a eternidade, seria contado não somente pelos filhos de Israel, mas por todos os habitantes da terra. Quando a dificuldade se torna mais intensa, é um grande sinal de que algo grande está por acontecer.
1.3. A resistência de Faraó
Olhando pelo prisma humano, quão difícil e arriscada era essa missão para Moisés! Afinal, o Faraó era considerado a pessoa mais importante de sua época, a ponto de se julgar deus e como tal exigir que seja venerado. Contrariá-lo seria o mesmo que pedir para morrer.
Moisés sabe que Deus o chama, mas, como qualquer um de nós, ele sentiu receio. Diante de tamanho desafio ele chega a negar a sua capacidade, dizendo: “Quem sou eu para apresentar-me a Faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Êx 3.11).
Não é à toa que ele tenta protelar sua chamada apelando para alguns argumentos, dentre eles o de não saber falar (Êx 4.10). Moisés não era gago, como alguns deduzem. Em Atos dos Apóstolos, por exemplo, ele é citado como alguém que foi “poderoso em palavras” e obras (At 7.22b). A verdade é que até os 40 anos ele aprendera bem a língua do Egito (At 7.22b), depois, foge para Midiã e lá aprende a língua dos midianitas. Ao que parece ele não aprendera bem a língua hebraica. Como ele estava sendo chamado para ser príncipe e libertador dos hebreus (At 7.35) ele precisava dominar ou pele menos falar bem aquela língua e não era o caso.
Moisés sabe que Deus o chama, mas, como qualquer um de nós, ele sentiu receio. Diante de tamanho desafio ele chega a negar a sua capacidade, dizendo: “Quem sou eu para apresentar-me a Faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Êx 3.11).
Não é à toa que ele tenta protelar sua chamada apelando para alguns argumentos, dentre eles o de não saber falar (Êx 4.10). Moisés não era gago, como alguns deduzem. Em Atos dos Apóstolos, por exemplo, ele é citado como alguém que foi “poderoso em palavras” e obras (At 7.22b). A verdade é que até os 40 anos ele aprendera bem a língua do Egito (At 7.22b), depois, foge para Midiã e lá aprende a língua dos midianitas. Ao que parece ele não aprendera bem a língua hebraica. Como ele estava sendo chamado para ser príncipe e libertador dos hebreus (At 7.35) ele precisava dominar ou pele menos falar bem aquela língua e não era o caso.
Faraó foi resistente e os filhos de Israel tiveram de ouvir pelo menos sete vezes a mesma expressão: “assim diz o Senhor” ordenando a Faraó que deixasse o povo a partir. Essas vezes que Moisés e Arão a repetiram demonstram a perseverança que seu exercício profético que teve que enfrentar (Êx 4.22; 5.1; 8.1,20; 9.1-13; 10.3). O trabalho de Moisés e Arão provocou um ódio ainda mais intenso de Faraó (Êx 5.21). A dureza de Faraó doeu na carne dos filhos de Israel e também nos corações de Moisés e Arão.
2. Palavras de juízo sobre o Egito.
O Egito foi a primeira nação da terra que seria capaz de influenciar poderosamente o mundo ocidental por causa de seu pragmatismo, organização, opulência, ciências, etc. Porém, ao explorar os hebreus e demais povos, teve que ser severamente punido para que se tornasse uma advertência a todos os outros povos.
2. PALAVRAS DE JUÍZO SOBRE O EGITO
Deus já havia declarado que se Faraó não deixasse seu povo ir, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19-20). No capítulo 7, versículos 4 e 5, Deus reitera o envio de flagelos terríveis sobre o Egito, os quais tinham como propósito julgar tanto o governo quanto o povo por seus atos. Faraó teve muitas oportunidades, mas nunca dera ouvidos à voz do Senhor e preferiu não atender aos apelos de Moisés. A cada punição o coração de Faraó se endurecia ainda mais. Infelizmente ele escolheu resistir a Deus e por conta disto viu o seu país ser completamente devastado pelas pragas.
Assim como Faraó, muitos já viram e até experimentaram os milagres de Deus, porém, os seus corações permanecem duros e inflexíveis. Lembre-se de que há um alto preço a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala.
Assim como Faraó, muitos já viram e até experimentaram os milagres de Deus, porém, os seus corações permanecem duros e inflexíveis. Lembre-se de que há um alto preço a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala.
2.1. Faraó, o filho de Hórus.
Aos Faraós, tudo era possível: o domínio sobre as pessoas, a transformação de ambientes, a preservação dos animais, etc. Apenas duas coisas não lhes eram possíveis de impedir: o envelhecimento e a morte. Eles presumiam serem deuses, mas não tinham eternidade. Eles se autodenominavam filhos de Hórus, o deus dos céus. Para os egípcios, o Faraó era objeto de culto e sua pessoa era sagrada. Ele era intermediário entre os deuses e os homens e concentrava em si tanto poderes políticos quanto espirituais. A dureza do coração de Faraó tinha uma origem no juízo divino; Deus lhe endurecia para ensinar a todos os povos que o Faraó não era deus, nem filho de deus, e sim, apenas um governante humano (Êx 7.3-5). O Senhor iniciaria Seu juízo tornando os deuses do Egito inoperantes e terminaria eliminando seu deus terreno, o Faraó.
2.1. Faraó, o filho de Hórus
Os egípcios serviam e adoravam a muitos deuses. Eles acreditavam que seus governantes eram filhos diretos do deus Hórus, deus do céu, e por isso agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia.
A reivindicação da filiação divina do faraó era uma forma de reforçar a legitimidade das pretensões reais tanto para exercer o cargo de soberano, quanto para ser adorado como um deus vivo.
Era por isso que os Faraós possuíam poderes absolutos na sociedade e decidiam sobre a vida política, religiosa, econômica, militar e também das pessoas.
A reivindicação da filiação divina do faraó era uma forma de reforçar a legitimidade das pretensões reais tanto para exercer o cargo de soberano, quanto para ser adorado como um deus vivo.
Era por isso que os Faraós possuíam poderes absolutos na sociedade e decidiam sobre a vida política, religiosa, econômica, militar e também das pessoas.
No Egito Antigo, vivia-se pouco e o grande temor dos Faraós era cair em esquecimento. Poe esse motivo, empenhavam-se em trabalhar e construir com a máxima exuberância o lugar onde deveriam ser sepultados. Eles acreditavam que Osíris viria um dia encontrá-los. Osíris era o marido de Ísis e pai de Hórus; era ele quem julgava os mortos na “Sala das Duas Verdades”.
2.2. A desestrutura de uma nação.
O endurecimento do coração de faraó em si, além de uma mera teimosia, tratava-se de um juízo divino e eles foram estabelecidos como uma maneira de expor e julgar o que os egípcios consideravam deuses. Na mentalidade egípcia consideravam deuses. Na mentalidade egípcia, eles buscavam o que se chama hoje de crescimento sustentável, isto é, procuravam o progresso em harmonia com a natureza. Todavia, eles reverenciavam os animais como seres divinos e suas artes fundiam o ser humano com eles. Quanto ao respeito e à harmonia com a natureza, estavam corretíssimos, mas a divinização dela não. Eis aí o porquê do endurecimento do coração de Faraó: tanto aquela geração quanto as futuras ficariam marcadas pelos juízos de Deus trazidos ao Egito (as dez pragas), visto que foi o primeiro grande império a influenciar o mundo ocidental.
2.2. A desestrutura de uma nação
Essa desestrutura foi uma resposta de Deus à Faraó quando este ignorou as ordens de Deus para deixar o povo ir e ainda O questionou: “Quem é o Senhor para que eu o obedeça?” (Êx 5.2).
As sucessivas pragas enviadas ao Egito serviram tanto de sinais para demonstrar que o Senhor Deus é o “Grande Eu Sou” (Êx 7.3), como atos divinos pelos quais Deus estava julgando os egípcios (Êx 7.4).
Elas também serviram para trazer juízo e humilhação aos deuses egípcios que eles tanto veneravam (Êx 12.12). Estes sinais e juízos sobre os egípcios e seus deuses, e que se sucederam num período relativamente curto, abalaram completamente as estruturas, não somente de Faraó, mas também a toda a nação do Egito (Êx 7.5), pois trouxe desestruturação econômica, social, ambiental, política e religiosa.
As sucessivas pragas enviadas ao Egito serviram tanto de sinais para demonstrar que o Senhor Deus é o “Grande Eu Sou” (Êx 7.3), como atos divinos pelos quais Deus estava julgando os egípcios (Êx 7.4).
Elas também serviram para trazer juízo e humilhação aos deuses egípcios que eles tanto veneravam (Êx 12.12). Estes sinais e juízos sobre os egípcios e seus deuses, e que se sucederam num período relativamente curto, abalaram completamente as estruturas, não somente de Faraó, mas também a toda a nação do Egito (Êx 7.5), pois trouxe desestruturação econômica, social, ambiental, política e religiosa.
2.3. A intensificação da dor.
Deus havia dado a Moisés e Israel sólidas promessas de libertação. Dessa feita, Moisés foi até o povo com as boas novas e com os sinais de Deus. A Bíblia diz que creram (Êx 4.29-31). Finalmente, para eles, havia chegado uma ocasião de esperança, alegria e adoração. Contudo, o que aconteceu a seguir não foi de grande estímulo para eles. As coisas só pioraram! A escravidão de Israel se tornou totalmente insuportável e os trabalhos se multiplicaram. Moisés não sabia que o Senhor iria pôr as mãos nesse assunto (Êx 6.1,2). Deus estava dizendo: “Não vou lhe decepcionar, Moisés. Lembre-se que Eu Sou o Senhor”. Não se aprende a confiar em Deus quando tudo é bonança, isso geralmente acontece na intensidade da provação.
2.3. A intensificação da dor
Diante do que Deus falara ao povo por meio de Moisés, era provável que todos esperavam uma saída fácil, sem resistência e imediata. Mas este não era o plano de Deus. O projeto de Deus era libertar Israel de maneira sobrenatural. Ele queria que todo o povo de Israel, bem como os do Egito, tivesse a oportunidade de ver o seu poder.
Assim, o aparecimento de Moisés na corte real, exigindo a libertação do povo de Israel, suou como um desafio ao poder de Faraó (Êx 5.3), e este ao invés de libertar, aumentou o volume e a carga de trabalho do povo israelita, intensificando ainda mais a sua dor (Êx 5.8-9).
Observe que Moisés fez tudo como Deus lhe ordenara, porém, sua obediência não impediu que ele e seu povo sofressem. O fato de estarmos realizando a obra em obediência ao Senhor, não significa dizer que vamos estar isentos ou livres das dificuldades, problemas e aflições. Pode ser que algumas vezes nem conseguiremos entender o motivo de certas dificuldades, mas o que nunca podemos, é deixar de crer que Deus está no comando de tudo.
Assim, o aparecimento de Moisés na corte real, exigindo a libertação do povo de Israel, suou como um desafio ao poder de Faraó (Êx 5.3), e este ao invés de libertar, aumentou o volume e a carga de trabalho do povo israelita, intensificando ainda mais a sua dor (Êx 5.8-9).
Observe que Moisés fez tudo como Deus lhe ordenara, porém, sua obediência não impediu que ele e seu povo sofressem. O fato de estarmos realizando a obra em obediência ao Senhor, não significa dizer que vamos estar isentos ou livres das dificuldades, problemas e aflições. Pode ser que algumas vezes nem conseguiremos entender o motivo de certas dificuldades, mas o que nunca podemos, é deixar de crer que Deus está no comando de tudo.
Como os egípcios desenvolveram para si cultos, padroeiros, serviços e uma teologia idólatra voltada ás forças da natureza e aos animais daquela região, o Senhor trouxe juízo, desequilibrando essas forças e apresentando-se como o único Deus.
3. Israel liberto do Egito.
Faraó e os egípcios estavam de olho na economia e riquezas geradas a partir da exploração dos escravos hebreus, e, de modo algum, desejavam perder aquela farta mão de obra. Porém, na décima praga, os egípcios não aguentavam mais a presença deles, então Faraó os despediu (Êx 12.31-35).
3. ISRAEL LIBERTO DO EGITO
Exatos 430 anos se passaram (Êx 12.41) desde que Deus falara a Abraão, dizendo que sua descendência seria peregrina na terra e ficariam sob o jugo da escravidão e aflição pelos egípcios (Gn 15.13-14). Depois de tantos juízos derramados sobre o Egito, finalmente, o Senhor colocou um ponto final, nesse longo período de jugo a que estava submetido Israel.
3.1. Israel sai do Egito.
Na noite em que o anjo da morte eliminaria os primogênitos, Moisés, sob a orientação do Senhor, instituiu a páscoa, um ato que tinha algumas finalidades. Primeiro, um ato protecionista, pois o sangue do cordeiro nos umbrais das portas garantia aos primogênitos a vida; o anjo da morte passaria e a senha para a salvação estava na marca do sangue. Em seguida, comeriam pão sem fermento, juntamente com a carne do cordeiro, como um memorial perpétuo da liberdade deles; o cordeiro deveria ser comido com ervas amargas, mostrando que, junto com o cordeiro, também vamos ingerir coisas amargas. Todavia essa cerimônia seria um ato profético, pois apontava para aquele que viria como o cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo e nos livrar da morte. Outro fato importante dessa liberdade é que os filhos de Israel saíram de acordo como foi profetizado há quatrocentos e trinta anos antes de existirem (Gn 15.13): com riquezas e pelo poder de uma forte mão (Êx 3.20-22).
3.1. Israel sai do Egito
O texto nos diz que “no dia em que se completaram 430 anos” (Êx 12.41). Não era um dia especial para comemorar aniversário (era provável que nem os israelitas soubessem dessa data), mas era um dia especial para comemorar a libertação e celebrar a páscoa do Senhor (Êx 12.11). Enquanto havia choro na casa dos egípcios, na casa dos judeus havia só alegria e esperança. Entretanto, isso não se deu por acaso, foi necessária uma intervenção divina (Êx 12.12). Israel foi guardado pelo sangue do cordeiro (Êx 12.13) e retirado daquele lugar pela mão forte do Senhor (Êx 7.3-5; 12.31-40). O Egito, a escravidão e Faraó ficariam para trás. A saída de Israel do Egito é considerada um dos maiores e mais importante eventos da Antiga Aliança (Êx 12.14,41).
Ela foi tão importante, que Deus determinou uma nova contagem dos tempos, a partir daquele dia (Êx 12.2). Apesar deles já estarem no sétimo mês do calendário civil, o início dos meses do ano passaram a contar a partir deste dia, isto é, dia da saída de Israel do Egito (Êx 12.2). Uma nova era estava raiando para os israelitas. Isto me faz lembrar a conversão. Hoje, quando alguém é salvo, por Cristo, começa uma nova vida; a escravidão e as coisas velhas ficam para trás e tudo se faz novo (2 Co 5.17; Ef 4.24; Hb 10.20). A final a páscoa é uma figura de nossa libertação do mundo e do pecado.
Ela foi tão importante, que Deus determinou uma nova contagem dos tempos, a partir daquele dia (Êx 12.2). Apesar deles já estarem no sétimo mês do calendário civil, o início dos meses do ano passaram a contar a partir deste dia, isto é, dia da saída de Israel do Egito (Êx 12.2). Uma nova era estava raiando para os israelitas. Isto me faz lembrar a conversão. Hoje, quando alguém é salvo, por Cristo, começa uma nova vida; a escravidão e as coisas velhas ficam para trás e tudo se faz novo (2 Co 5.17; Ef 4.24; Hb 10.20). A final a páscoa é uma figura de nossa libertação do mundo e do pecado.
3.2. Israel atravessa o Mar Vermelho.
A missão profética de Moisés e Arão não terminou com a saída dos filhos de Israel do Egito, mas permaneceu por toda a vida. Faraó e seus oficiais reconsideraram a decisão tomada e tornaram a perseguir os filhos de Israel. Ele sabia que tanto a mão de obra quanto a riqueza do Egito estavam fugindo de seu alcance (Êx 14.5). Israel, percebendo a ameaça, entrou em desespero e Moisés esperava que o Senhor lhe desse uma saída. Todavia o Senhor lhe deu uma palavra de esperança para que dissesse ao povo (Êx 14.13). Deus fez tudo diferente do que o povo poderia imaginar. Ele sempre age assim, Ele é sobrenatural e não trabalha com possibilidades ou recursos humanos. Ele sempre tem um caminho mais excelente, criado por Ele para aqueles que caminham nEle.
3.2. Israel atravessa o Mar Vermelho
O povo de Israel já estava acampado próximo do Mar Vermelho quando o coração de Faraó mais uma vez foi endurecido (Êx 14.5). Faraó, então, tomou todo o seu exército e saiu em perseguição ao povo de Deus. Eles ficaram apavorados quando viram o exército de Faraó vindo em sua direção. Aquela multidão israelita de quase 3 milhões de pessoas começaram a se sentirem encurraladas.
De ambos os lados: montanhas; à frente: o Mar Vermelho; e por detrás: Faraó com seu exército. A fé e a esperança começaram a ceder lugar ao medo e ao pânico (Êx 14.10), pois passaram a pensar no perigo e na possibilidade de morrerem nas mãos dos egípcios e começaram a se queixar contra Moisés, culpando-o por aquela situação. Moisés tenta acalmar o povo e os aconselha a confiar em Deus (Êx 14.11-12). Depois, ele se afasta da multidão e clama a Deus, intercedendo em favor deles, ao que Deus reponde dizendo: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14.13-14).
Em obediência, Moisés estendeu a Vara sobre o mar que estava adiante deles e Deus abriu caminho onde não havia caminho e o povo marchou durante toda aquela noite. O Senhor abriu o mar e providenciou um caminho para os israelitas passarem (Êx 14.21-22).
De ambos os lados: montanhas; à frente: o Mar Vermelho; e por detrás: Faraó com seu exército. A fé e a esperança começaram a ceder lugar ao medo e ao pânico (Êx 14.10), pois passaram a pensar no perigo e na possibilidade de morrerem nas mãos dos egípcios e começaram a se queixar contra Moisés, culpando-o por aquela situação. Moisés tenta acalmar o povo e os aconselha a confiar em Deus (Êx 14.11-12). Depois, ele se afasta da multidão e clama a Deus, intercedendo em favor deles, ao que Deus reponde dizendo: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14.13-14).
Em obediência, Moisés estendeu a Vara sobre o mar que estava adiante deles e Deus abriu caminho onde não havia caminho e o povo marchou durante toda aquela noite. O Senhor abriu o mar e providenciou um caminho para os israelitas passarem (Êx 14.21-22).
3.3. A porta que Deus abre.
Sair do Egito era para os hebreus um sonho imaginável (Êx 12.51). Eles eram um povo sem qualquer perspectiva de liberdade, sem intimidade com Deus e sem esperança. Suas vidas mudaram porque Deus lhes enviou um profeta, um homem forjado no fogo da adversidade, da solidão e do anonimato. Em um só momento, o Senhor escreveu duas grandes histórias:a de um povo que passou a ser Sua propriedade particular e a de um homem disposto a tudo para atender ao Seu chamado. Porém, tanto Moisés quanto o povo de Israel deveriam passar pela porta que Deus abriu no momento em que Ele a criou para que, juntos, dessem início a história mais marcante da humanidade. Deus tem uma porta aberta que ninguém pode fechar. Se ela ainda não foi vista, não significa que não exista. Porém, a grande lição profética da vida de Moisés está nas palavras: confiança e esperança – palavras que devemos adicionar as nossas vidas diariamente.
3.3. A porta que Deus abre
As águas do Mar Vermelho aberta era como uma porta que Deus estava abrindo para os israelitas passarem e que depois de fechada eles nunca mais voltassem para lá (Êx 14.13-14). Quando o povo de Deus atravessou para o outro lado, os egípcios intentaram fazer o mesmo, porém, o Senhor os destruiu, pois as águas se fecharam, retornando ao seu estado normal, e afogou faraó e todo seu exército (Êx 14.17,28). Depois da “porta fechada”, o Senhor ainda permitiu que os israelitas vissem os corpos dos egípcios na praia, para que eles não duvidassem do poder de Deus (Êx 14.30).
Diante de tão grande bênção, Moisés eleva um cântico ao Senhor em adoração. Todo Israel, em uma única voz, também cantou e celebrou a grande vitória (Êx 15.1-19). Foi uma alegria coletiva nunca antes visto na história do povo de Deus. Era impossível ficar calado diante de tamanha demonstração do poder de Deus (Êx 15.1,20-22). Este evento tornou-se o maior fato da história do povo Judeu e num dos maiores milagres das Sagradas Escrituras (Js 2.10; 4.23, Sl 74.13, 106.9; 136.13; Is 63.11-13; I Co 10.1; Hb 11.29). Serviu para mostrar para Israel que a porta que Deus abre ninguém fecha, e a porta que Ele fecha ninguém abre (Ap 3.8).
Diante de tão grande bênção, Moisés eleva um cântico ao Senhor em adoração. Todo Israel, em uma única voz, também cantou e celebrou a grande vitória (Êx 15.1-19). Foi uma alegria coletiva nunca antes visto na história do povo de Deus. Era impossível ficar calado diante de tamanha demonstração do poder de Deus (Êx 15.1,20-22). Este evento tornou-se o maior fato da história do povo Judeu e num dos maiores milagres das Sagradas Escrituras (Js 2.10; 4.23, Sl 74.13, 106.9; 136.13; Is 63.11-13; I Co 10.1; Hb 11.29). Serviu para mostrar para Israel que a porta que Deus abre ninguém fecha, e a porta que Ele fecha ninguém abre (Ap 3.8).
Moisés possuía apenas uma vara em suas mãos como o símbolo da autoridade divina para realizar milagres. Porém muito mais importante que a vara em suas mãos era sua intimidade com Deus e sua obediência. Não basta ter apenas uma Bíblia, diplomas ou ostentar um título. A autoridade profética esta baseada na comunhão e na obediência.
Conclusão
Como profeta, Moisés expressou os pensamentos, desígnios e avisos do Senhor, ou seja, cumpriu o seu ministério. Podemos dizer que Moisés foi: excelência e excelente. Na pele de um homem saído das cinzas, o Senhor fez ressurgir uma das maiores autoridades que esse mundo já pôde ver. Um representante legal de Sua Palavra e poder.
CONCLUSÃO
Esta lição nos ensinou que quando Deus quer realizar uma obra neste mundo escolhe alguém para isso. Ensina ainda que quando Ele chama e envia, ele também credencia e provê o necessário. Ele mesmo podia libertar o seu povo sem qualquer recurso humano, mas em vez de assim fazer Ele usou Moisés como instrumentos em suas mãos. Todos aqueles que foram chamados e vocacionados por Deus para realizar algum tipo de trabalho, seja na Igreja, na Escola Bíblica Dominical, nos departamentos e etc, faça-o com toda dedicação. Seja você também um porta-voz de Deus aqui na terra.
Questionário
1. Como podemos entender o ministério profético de Moisés?
R: Como um agente enviado por Deus que não teve medo de autoridade alguma (Êx 4.22, 23).
2. Qual foi a origem da dureza do coração de Faraó?
R: Tinha origem no juízo divino, pois o próprio Deus disse que endureceria o coração de Faraó (Êx 7.3).
3. Por que Deus enviou as pragas ao Egito?
R: Para inutilizar e tornar inoperante o poder das divindades (Êx 7.5).
4. Como podemos destacar a figura profética de Moisés?
R: Moisés foi excelência e excelente (Dt 34.10).
5. O que significava para os hebreus deixar o Egito?
R: Um sonho inimaginável (Êx 12.51).
Fonte: Betel, Jovens e Adultos, 2º trimestre de 2015.